5 cuidados no pós-operatório da cirurgia bariátrica

Assim como qualquer intervenção cirúrgica, há o risco de complicações ou de insucesso da cirurgia bariátrica. Na maioria dos casos, ambas as situações ocorrem pela negligência dos pacientes com os cuidados que precisam ser tomados antes e depois do procedimento. Você sabe como é o pós-operatório dessa cirurgia? Então, continue a leitura e saiba as principais recomendações médicas que devem ser seguidas após a operação. O que é a cirurgia bariátrica? A cirurgia de redução de estômago, como é conhecida, é uma alternativa eficiente para o tratamento da obesidade e de outras doenças adquiridas em função do excesso de peso. Apesar de ser um procedimento seguro e eficaz, só é recomendado em último caso. Para estar apto à cirurgia, o primeiro requisito é ter o Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 40 ou maior ou igual a 35, para quem já tenha desenvolvido alguma complicação em função da doença.  Posteriormente, haverá uma série etapas a serem cumpridas. Isso porque o paciente precisa estar apto física e psicologicamente para o procedimento. O procedimento varia conforme a técnica, mas, consiste em reduzir o tamanho do estômago e desviar o caminho do intestino.  O Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou quatro tipos de técnicas de cirurgia bariátrica, sendo eles a gastroplastia em Y de Roux (GYR), a gastrectomia vertical (GV), a derivação biliopancreática (DBP) e a banda gástrica ajustável. Conheça os cuidados no pós-operatório Para o sucesso da cirurgia bariátrica, é imprescindível que o paciente siga as orientações para o pós-operatório. São medidas de curto e longo prazo que irão ajudar o organismo a manter a redução de peso obtida por meio do procedimento. Dieta pós-operatória O primeiro mês após o procedimento é o período de recuperação do paciente e o segundo é o momento da reabilitação do organismo. Por isso, o médico irá recomendar uma dieta líquida para os primeiros quinze dias. Posteriormente, o paciente precisa seguir a alimentação que foi orientada por um nutricionista. Geralmente, a recomendação é de que sejam consumidos dois litros de líquidos por dia. Essa medida ajuda a evitar a desidratação, formação de cálculos renais e trombose. Reposição vitamínica Após a quarta semana depois da cirurgia, o paciente inicia a dieta pastosa em conjunto com a reposição vitamínica. Essa reposição costuma ser um complexo de vitaminas, cálcio e vitamina D. Essa medida ajuda a afastar o aparecimento de alguns problemas, tais como, anemia, osteoporose e outras doenças decorrentes da má absorção. Uso de medicamentos Geralmente, uma das etapas do pós-operatório é a utilização temporária de alguns medicamentos. Um deles são os antiácidos, que ajudam a reduzir a formação de úlceras no novo estômago. Os analgésicos também podem ser prescritos para tratar a dor local. Acompanhamento psicológico A compulsão alimentar se inicia na mente do paciente, por isso, o acompanhamento psicológico é fundamental para que haja uma transformação nessa maneira de pensar.  Além disso, é comum que, após o procedimento, o operado transfira a fixação por comida para outras coisas, como por exemplo, consumo de álcool, compras ou sexo. Estar atento aos sintomas Nos primeiros meses após a cirurgia bariátrica, o paciente pode sofrer com dor, febre, vômito, inchaços nos membros inferiores, confusão mental e até apatia. Assim, é preciso estar atento ao comportamento do organismo. O médico responsável deve ser procurado imediatamente. Apesar de não ser complexo, o pós-operatório da cirurgia bariátrica exige cautela e atenção do paciente. Caso queira conhecer as outras medidas do pós cirúrgico, fale com um médico especialista. Quer saber mais? Clique no banner!

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Cirurgia bariátrica é alternativa para controle da diabetes

A cirurgia bariátrica é um procedimento que pode trazer muitos benefícios aos pacientes que sofrem com a obesidade. Assim, além da melhora na qualidade de vida, a intervenção também é considerada uma boa alternativa para o controle do diabetes. Não sabia disso? Então, continue a leitura. Nesse post, será explicado como a cirurgia de redução de estômago atua no tratamento dos pacientes diabéticos. Como funciona a cirurgia bariátrica? A cirurgia bariátrica, também chamada de cirurgia de redução de estômago, atua no tratamento da obesidade mórbida ou grave. Além disso, pode ser utilizada para tratar doença doenças adquiridas em função dela.  No entanto, o procedimento não deve ser visto como uma alternativa rápida ao emagrecimento. Ele é realizado apenas quando as demais possibilidades que permitem ao paciente obter a redução de peso não obtiveram sucesso.  O principal requisito a ser preenchido pelos pacientes é de ter o Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 40 ou maior ou igual a 35, para quem já tenha desenvolvido alguma complicação em função da doença. O Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou quatro tipos de técnicas de cirurgia bariátrica, sendo eles a gastroplastia em Y de Roux (GYR), a gastrectomia vertical (GV), a derivação biliopancreática (DBP) e a banda gástrica ajustável. O que é diabetes? É uma doença crônica na qual o organismo é incapaz de produzir ou produz de forma deficiente a insulina. Em síntese, a insulina é um hormônio responsável por controlar a quantidade de açúcar no sangue, que funciona como fonte de energia para o corpo. Em um paciente diabético, o nível de glicose não é controlado, ficando elevado e causando a hipoglicemia. Quando essa condição permanece por muito tempo, alguns órgãos, vasos sanguíneos e nervos podem sofrer danos. O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune, pois o pâncreas deixa de produzir a quantidade de insulina suficiente e suas células se autodestroem.  Por outro lado, o diabetes tipo 2 surge quando o organismo não consegue utilizar adequadamente a insulina produzida pelo pâncreas ou quando a quantidade fabricada não é suficiente para controlar a taxa de glicemia. Qual a relação entre essa cirurgia e o diabetes? Estudos recentes comprovaram que a cirurgia de redução do estômago desempenha um papel importante no combate ao diabetes. A pesquisa realizada com pacientes obesos e diabéticos demonstrou que, quando eram submetidos à cirurgia, tinham melhoras nos índices de glicemia. Como a cirurgia bariátrica atua no tratamento do diabetes A técnica de bypass gastrojejunal faz um desvio no trânsito intestinal, restabelecendo a secreção de peptídeos intestinais. Essa substância auxilia a secreção de insulina pelo pâncreas. Além disso, o estômago, reduzido pelo procedimento, tem dificuldade em digerir o alimento. Desse modo, ele chega mais rápido ao intestino, promovendo a liberação de diversos hormônios, entre ele o GLP 1. O GLP 1, por sua vez, age sobre o pâncreas, fazendo com que ele passe a produzir mais insulina. Em consequência disso, o açúcar no sangue diminui.  Além disso, o emagrecimento provocado pela gastroplastia contribui para o combate do diabetes. Isso porque há uma redução na quantidade de substâncias inflamatórias que bloqueiam a ação da insulina na célula, fazendo com que ela funcione melhor. Essa é a forma como a cirurgia bariátrica atua no controle do diabetes. Caso tenha interesse no tema, converse com um médico especialista para ser orientado. Quer saber mais? Clique no banner e saiba mais sobre cirurgia bariátrica.

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COMO SE PREPARAR PARA CIRURGIA BARIÁTRICA

O paciente candidato precisa ter o entendimento que a preparação para a cirurgia bariátrica é muito importante para o sucesso do pós-operatório, resultando em perda efetiva de peso melhor qualidade de vida  e sua manutenção em longo prazo. Por isso, a avaliação do paciente para a cirurgia bariátrica deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar e de modo bem detalhado. Desta forma, é possível identificar de forma adequada qualquer fato que venha prejudicar o resultado positivo da cirurgia. O aprimoramento de técnicas e a aplicação de novas tecnologias permitiram que as cirurgias sejam mais seguras, rápidas e eficientes. Contudo, tem aumentado o número de pacientes em busca do tratamento cirúrgico da obesidade, a fim de melhorar a qualidade de vida após o tratamento clínico não ter gerado o sucesso esperado.. A Cirurgia Bariátrica De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) o Brasil é o segundo país no mundo que mais realiza cirurgias bariátricas, com 80 mil procedimentos realizados por ano. A SBCBM, em conjunto com as Sociedades Brasileira de Diabetes e Endocrinologia (SBDE) estão buscando formas de submeter ao Conselho Federal de Medicina novas alternativas para indicação operatória baseadas na gravidade do paciente e não somente no IMC (Índice de Massa Corporal). Isso é baseado em diversos estudos nacionais e internacionais que demonstraram maior benefício das cirurgias bariátricas e metabólicas em relação aos tratamentos clínicos.  É fundamental fazer uma análise rigorosa das condições de saúde do paciente, qualificação do cirurgião, estrutura hospitalar, técnica utilizada, além do acompanhamento multidisciplinar. Cuidados na preparação para a cirurgia bariátrica A preparação para a cirurgia bariátrica tem a finalidade de incentivar o emagrecimento até o dia do procedimento, além de detectar as principais complicações referente à nutrição, iniciar o processo de mudanças comportamentais e esclarecer e informar sobre os benefícios, riscos e consequências da operação. O paciente deve ser submetido a uma entrevista bem completa. Nela, o médico deve colher informações do paciente referente à história evolutiva do peso, a identificação dos fatores que contribuem para o ganho de peso, bem como, o uso de medicamentos e de doenças associadas. Seguindo com os dados de doenças e cirurgias pregressas, a história de obesidade na família, distúrbios psicológicos, nutricional e social, além da prática de atividade física. Da mesma forma, deve-se detalhar o exame físico (antropométrico). 7 dicas para ter uma boa preparação para a cirurgia bariátrica: De acordo com a SBCBM, algumas práticas ajudam no preparo adequado antes da cirurgia, sendo elas é fundamental para determinar as chances de sucesso do pós-operatório. Conheça agora quais são: 1- É imprescindível conhecer o histórico do cirurgião e verificar se ele é membro da SBCBM. A consulta pode ser feita no site da Sociedade. 2- Saber se ele atua com equipe multidisciplinar que auxiliará no preparo e orientações pré-cirurgia e também por todo o acompanhamento pós-cirurgia. 3- Também é importante saber qual a técnica que será utilizada na cirurgia. Ela deve constar na resolução 1766-05 do Conselho Federal de Medicina, que regulamenta a cirurgia bariátrica no Brasil. 4- Se possível, visite o local (hospital ou clínica) onde será realizada a cirurgia. 5- Realizar todo o protocolo de exames pré-operatórios. 6- É recomendado que o paciente emagreça cerca de 5% a 10% de seu peso antes da cirurgia para melhorar sua condição clínica. Isso aumenta a segurança na operação. 7- O paciente deve passar por consulta pré-anestésica para o médico rever os exames e a avaliação clínica já feita. Essa consulta tem a finalidade de prevenir quaisquer problemas durante a cirurgia. Conclusão Por fim, vale ressaltar também, a importância do paciente ser orientado antes da operação sobre seu pós-operatório. Desta forma, deve-se conversar de forma detalhada com a nutricionista e outros profissionais que estarão envolvidos no seu cuidado, como endocrinologistas ou outros especialistas, dependendo das doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão. Em suma, podemos afirmar que cirurgia bariátrica e metabólica, quando bem indicada, é a melhor opção para o tratamento da obesidade e das doenças associadas – nos casos em que o tratamento clínico não alcançou o sucesso desejado -, gerando resultados satisfatórios e uma melhora significativa da qualidade de vida do paciente.

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